terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Noite



E, tão solto, vem-me hoje a poesia dos dias, o afago das manhãs, a quentura quase insuportável das tardes de verão, o entardecer cruel, que me deixa quieta e tola, vendo mais um dia ir-se embora, na beira cruel de mais um dia no precipício dos mundo. O entardecer deixa a marca da noite à chegar; e, à noite, somos todos sozinhos, mesmo acompanhados. É quando tomamos todas as nossas decisões; e a verdade das verdades espreita para açoitar a consciência.

O dia é quase suportável. Mas a noite... Ah!, a noite é açoite!

Paolla Milnyczul

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