segunda-feira, 11 de maio de 2015

Perdição



O olhar dela é como um chicote. Fere profundamente. Afasta quem ela não quer que se aproxime. Ao mesmo tempo, tem um profundo tom de melancolia e mágoa. Como o cair da tarde de Outono. Quando alguém tenta se aproximar, o olhar açoita com força e sem dó. Faz um corte profundo e tenso na alma. Ela é o tudo e o nada. Sofre calada, enclausurada. Sozinha. Afasta os outros para que não sintam como ela se sente: solitária, triste, fina, esticada. Ela sente muito tudo. Essa é a sua perdição.

Ela não sabe, mas trava uma batalha dentro de si.

Paolla Milnyczul

domingo, 3 de maio de 2015

Equilíbrio



Uma tranquilidade tão grande. Música clássica aos ouvidos. O silêncio que conforta. Bons amigos sempre ao lado. Domingo nublado, com cheiro de alecrim e sálvia. Dia que conforta. Paz que se faz presente. São pedacinhos do coração de um Anjo perto de mim.
Medito sem saber, só ao fechar os olhos.

Paolla Milnyczul