quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Um Dia Qualquer



O café, quente, fumega entre os dedos no copo descartável. O cheiro vêm às narinas, enquanto a tarde avança lentamente. Pessoas vão e vêm, passam arrastando pés cansados na rua, onde o calor efervescente desenha sombras esticadas. Um ou outro conversam bobagens. Nada de importante parece acontecer. Parece ser só um dia qualquer, na vida qualquer de qualquer pessoa. 
Mas não é um dia qualquer.
Este foi o dia em que se descobre o dilaceramento feliz de ser quem se é. Sem [pu]dores, poréns, porquês, dois pontos nem vírgula. A gente anda sem muita coisa, mas incrivelmente feliz. 
E segredo consiste em saber equilibrar-se em si mesmo, um segredo que cada um carrega consigo, e ninguém mais.

Paolla Milnyczul  

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