sexta-feira, 22 de março de 2013

Redes sociais. (Ou 'Faceboom'?)

Analisando friamente as redes sociais. Nelas ou as pessoas tem vidas lindas e maravilhosas, ou elas reclamam de tudo. Ou são felizes demais ou tristes demais. Quem usa Instagram tem celular fodástico. Quem não usa tem celular meia boca (Alôw nem todo mundo gosta de Instagram!). Ou são 100% emotivas ou 100% racionais. Ou são polêmicas ou não tem opinião. Sempre são intensas. Sempre estão sorridentes nas fotos. Sempre mostram suas viagens e festas. Sempre dão check-in em lugares badalados. E mostram o que estão comendo! (Ah, o Instagram!). Mas não mostram a arrumação da mala. Não mostram seus momentos de tristeza. Não mostram o stress com o chefe, com o trabalho, com a vida, com o namorado, marido, esposa, etc. Não mostram a insatisfação em estar solteiro. Ou em estar na profissão errada. Não se recolhem quando não estão bem. Tristeza? Em rede social é coisa se gente fraca, chata, que não merece atenção.
Lá é assim: quem namora ou é casado ama demais, e publicações de amor eterno aparecem bombando por aí. Assim como as de 'ah ela tem inveja de mim'. (Me poupe!) Observo e faço parte de várias redes sociais  há anos. Nelas a gente se abre demais pra gente demais. Misturamos vida pessoal com profissional. Misturamos tudo demais o tempo todo, nos abrimos pra todo mundo, queremos mostrar porque viemos ao mundo. Eu as uso há anos e tenho um certo vício em uma em especial - que estou querendo (e tentando) conter!
Rede social agora virou avaliação de popularidade. Da vida pessoal. E profissional. Antes, era um lugar pra bater um papo com os amigo, ficar sabendo das novidades, e tchau! Agora virou sinônimo de incômodo pra quem não usa. E, pior, o treco vicia! 
Era pra ser rede social. Virou 'Faceboom'. Mas o que está bombando tanto assim? Bem, há bombas em relacionamentos. Na vida pessoal. E na profissional. Há bombas na autoestima. Bombas na escola ou faculdade. Bombas, bombas e bombas. Era Facebook. Em inglês, 'livro de rosto'. Em bom português, vício e frustração.
Virou 'Faceboom'. De bombas mesmo.

Paolla Milnyczul