terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A Favor de Mais Tons!


A voz rouca de Paulo Ricardo me atravessa e invade como um raio, cantando uma música que nada tem a ver com a minha vida neste momento, e mesmo assim eu deliro e me vejo dentro dela, sinto todo o sentimento contido, me sinto na canção, e tudo me atormenta e ensandece. O raio que é a música que ele canta me deixa quase em prantos e a alma chora por dentro como se nunca houvesse chorado na vida. Vivo alguns minutos de uma nostalgia que nunca senti e fico imaginando de onde vem tanto sentimento, e esse sentimento me invade e questiona. Alguns minutos, e eu me vejo num mundo alternativo, de outra pessoa, num outro momento, numa outra situação, numa outra história, mas sentindo com a mesma intensidade. Uma música que transmite um sentimento profundo e insano. Uma voz que invade e arrasa. 
Continuo escrevendo e agora, ah, agora é Cazuza. Ah, Cazuza e as suas frases perfeitas. Cazuza, que canta uma canção leve e nada sombria, mas sensual e intrigante. Uma canção que muitos conhecem, poucos cantam, e muito poucos conseguem ver com toda a sua beleza e todas as suas entrelinhas. A voz no tom certo com certa rouquidão, o sentimento transmitido na música, rimas inteligentes que intrigam. Uma emoção e um erotismo que me invadem e arrepiam no fim de tarde perfeito. 
Ah, que me desculpem os cinquenta tons, sejam eles de cinza, de liberdade e até os mais escuros, nada contra eles, mas erótica mesmo é a música que se apropria da sua alma liberta. Nem que seja por alguns minutos. A música transmite tanta emoção que é como se todas as notas, todos os tons, todas as pausas e entremeios fossem palpáveis. E você se vê em outro mundo e em uma outra época, uma época e um mundo em que você não viveu nem vive. Mas vive. 
Música boa de verdade ensandece e estremece a alma. No tom certo, canta a sua vida sem querer nem saber. 

Hoje escrevo a favor de menos tons de cinza e mais tons musicais. 

Paolla Milnyczul

“Quem nunca pensou, ao menos por um segundo: essa canção foi feita pra mim? Eu já me apropriei de centenas de músicas (com o devido crédito ao autor, é claro), que dizia serem "minhas". Naquele momento, elas – e só elas – pareciam entender o que eu sentia.” – Fernanda Mello
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Reflexão do Mês - Fevereiro



"Nós podemos tudo, basta você enxergar, programe-se, você vê tudo de perto, vê como se estivesse observando um parto ou quem sabe uma possessão, não tenha medo, não seja degrau, seja escada, não seja ridicularizada pelos deuses, é como num lance final, decida-se, acredito que você já saiba o que fazer... você não queria ter jogado, mas já que começou, seja o vencedor!"

Reynaldo Loio

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Necessárias (Mu)Danças

Eu acho incrível isso do mundo girar com tanta rapidez e as coisas mudarem de uma hora para outra. Sempre me pergunto o que está por vir, qual a próxima aventura ou surpresa, pois ultimamente me parece que cada passo dado na estrada da – nada reta – vida é uma mudança que acontece. 
Não que eu esteja reclamando, longe disso! Adoro surpresas, e vivo me surpreendendo constantemente com a vida, e, vira e mexe, comigo mesma. Se tudo o que aconteceu ultimamente foi bom? É, foi, continua sendo, e, de um jeito estranho, bom até demais, encharcando a minha vida de leveza, calmaria, e harmonia. Claro que pra chegar até aí deu um trabalhão, mas quer saber? Valeu a pela! 
Nesse tempo, aconteceu muita coisa – repensei a vida, deletei pessoas, limpei meu sótão, virei minha vida de cabeça pra baixo, e dela saiu quem incomodava, espetava, só trazia problemas e ar pesado, me dei o direito ao sumiço, revi atitudes, mudei pensamentos, e trouxe mais para perto quem estava longe (mesmo tão perto!), me libertei de amarras, deixei livres as minhas asas, que andavam tão escondidas, me libertei de vícios e no lugar deles coloquei amor e beijos, carinhos e abraços.
E estou, sim, muito feliz, e triplamente [mais] apaixonada: por mim, pelo meu amor e pela vida que anda cada dia mais colorida. 

Necessárias (mu)danças para viver com mais paz!

Paolla Milnyczul 


“Arranquei aquela embalagem amarelada de velhas histórias. Hoje nova capa, novo começo, nova leitura. Um belo final...” – NatyHill Antunes 
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