quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Sensível (Demais.).

Eu sou legal e tolerante, mesmo não tendo muita paciência. Mesmo. Juro. Mas quando preciso dizer que algo não me agrada, porque é errado, porque não dá pra segurar, aprendo a falar de maneira rude porém sem me alterar. Explodo internamente, mas não elevo a voz nem um tom. A gente aprende, com a vida, com a idade, com o amadurecimento, sei lá com o que, que não adianta ficar guardando coisas que devem ser ditas pra gente tirar o peso da vida. Não adianta, sabe? Não deixa ninguém feliz, não põe limite algum ficar deixando pra lá coisas que não agradam, coisas que te fazem sofrer, coisas que dão angústia interna, coisas que corroem estômagos. A gente tem que falar, tem que desfazer o nó da garganta e deixar leve o coração. Sem gritar, sem berrar, sem espernear, sem perder a educação, nem o brilho e o bom senso.
Se fizeram alguma coisa pra me deixar chateada? Sim. Não só uma pessoa: duas, três, quatro. Por aí ou mais.
Ando pra baixo, ando chateada, ando triste, ando com a língua afiada, ando sensível e precisando de atenção mesmo que não mereça tanto assim.
Porque quando não mereço atenção, mas preciso, é quando ergo aquela barreira de ferro, quase intransponível, que quase ninguém consegue passar por cima. Acho que uma ou duas pessoas conseguem. E mesmo assim, nem tanto. Ah, não, não to feliz. Acordo cansada. E vou dormir mais cansada do que acordei. E no dia seguinte acordo mais cansada do que quando fui dormir. Os músculos doem, a cabeça também, o pavio encurta cada vez mais, to com aversão à barulho e 'mimimi'. Sei muito bem disfarçar tudo isso, mas não consigo mais, sabe? Quem olha na minha cara sente a exaustão da alma. A sensibilidade anda tão demasiada que nem sei se é o coração ou as amígdalas que estão no lugar errado. Sinto vontade de chorar, mas não choro. Sou dura na queda. Quase nunca choro. Disfarço bem. Já disfarcei muita lágrima com sorriso, mas agora não dá mais. Se alguém me tocar do jeito errado, ou falar comigo do jeito errado, ou fazer algo que eu não goste, já dá uma vontade ambígua de chorar e socar a cara da pessoa ao mesmo tempo. (E não é TPM.). Será o fim do ano? Será o excesso de trabalho? Será a falta de amigos por perto? Será a falta de chorar? De desabafar? Não sei. Tô com uma angústia por dentro, sabe? Alguma coisa que aperta o coração e faz as borboletas no estômago morrerem intoxicadas de acidez. Quero ficar na minha, abraçar meu amor, e ficar quietinha, calada. Quero carinho, amor e chocolate em demasia sem engordar.
Quero que me ouçam e não retruque, porque eu só quero ser ouvida e nada mais. Não quero conselhos, não quero soluções, só quero falar. Só que não consigo falar. Ainda tenho esse problema, de ficar entalando as palavras nos nós em demasia no meio da garganta. Às vezes falo e saio de boba, de louca, de chata, porque estão muito acostumados com o meu silêncio e aceitação. Falam que eu sou misteriosa. (Sou? Se sou, nem sei.).
E eu preciso, tanto, tanto, ter alguém por perto sempre, sabe? Final de ano nunca é bom. Não sou muito natalina. Vou à festas, marco presença, mas saio logo. E se puder, este ano, não ir às festas, não irei. Falo que vou viajar, que não vou poder ir, que irei trabalhar. Que é o que mais eu tenho feito ultimamente. Trabalhado.  

Escrevo enquanto aguardo a resposta de dois e-mails. Será pedir demais? 

Paolla Milnyczul

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Bastidores


É assim. A gente cresce, e a gente encena, prepara a paciência (que não há), o psicológico, controla a ansiedade, somos palco e plateia de uma unica peça: a vida. Pois bem, olha só e aprende: a vida, meu bem, acontece nas entrelinhas. No não dito. No que não se deixa transparecer. Sem estrelismos, a vida acontece - de verdade - por trás do palco. Os [nossos] bastidores dizem tudo dos nossos sonhos, desejos e da nossa alma da maneira mais louca. (O silêncio é sempre o nosso maior aliado.). 

 Paolla Milnyczul

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Para a Pestinha Predileta

A coisa mais difícil do mundo é escrever para pessoas especiais. Pois pessoas especiais são completas e complexas. Pessoas especiais são difíceis de descrever e para escrever pra elas, eu me exijo demais e sempre acho que nunca está bom o suficiente. Mas esta pessoa é especial demais pra deixar passar em branco. Esta pessoa especial trabalha pra dedéu, mora em São Paulo, pega trocentas conduções para ir ao trabalho, tem filhas lindas, trabalha pra caramba, e mesmo assim vive com palavras alegres, sorriso no rosto e fé na vida. Escreve lindo, mesmo sem saber que escreve lindo. Te liga pra saber se você está bem do nada, no final do dia, com voz rouca e cansaço à flor da pele. Esta pessoa se surpreende consigo mesma todos os dias. 
Tenho poucas pessoas especiais na minha vida. Ela é uma delas. É menina travessa que tem mais de trinta anos. É daquelas que tem lugar no coração. É gente fina,elegante e sincera. É gente que dá o ombro e estende a mão. É gente que pede ombro e chora no colo. É gente que eu chamo de tia só para provocar e ela leva na boa. É gente de bem com a vida, agradecida pelos dias que se sucedem, que torce por quem gosta, esteja perto ou longe. 
É gente que sabe que a vida é difícil, mas com leveza e sorrisos se torna mais fácil. É gente que entende a gente. Que está no coração. 

É gente que sabe (e entende) o poder de um sorriso.
Tia Naty, te amo amiga. 
Minha pestinha predileta. 

Paolla Milnyczul


terça-feira, 13 de agosto de 2013

Conto: A História de Júlia

Júlia era uma dessas meninas que parecia ter medo de viver. Era teimosa, cheia de pudores, canceriana duas vezes, no sol e no ascendente. Júlia às vezes escrevia. E tudo que ela escrevia ia para o lixo. Não porque ela quisesse, mas porque era forçada, por si mesma, a jogar fora, pois ela se descrevia sem querer e depois sentia vergonha de si mesma. Júlia tinha um sonho que ela sabia que nunca iria vivenciar: ela queria morar na Europa. Mas Júlia era pobre. Vivia num casarão aos pedaços, herança de sua avó materna para sua mãe. A mãe de Júlia, dona Nadir, era uma daquelas matronas, mulher corpulenta de modos austeros e poucas palavras, criava os filhos com pulso firme. Menos Júlia. Talvez porque ela fosse a única menina, e ainda caçula, era poupada das surras. Para Júlia, sobrava o olhar forte. 
Júlia era menina tímida, quieta. Riscava suas histórias e desenhava sonhos. Júlia tinha uma amiga - Maria. Maria era o oposto de Júlia. Era espoleta, não tinha medo de ser pega na rua pelo pai, já namorava sério. Júlia não. Não que alguém soubesse, além de Maria, mas Júlia era apaixonada por um homem - não garoto, homem - bem mais velho do que ela. O nome, Maria nunca conseguiu arrancar, e a mãe e os seus três irmãos mais velhos nem imaginavam. Mas Maria sabia que Júlia já havia saído com ele, e mais de uma vez. Júlia corava quando ouvia sobre ele, mas o nome dele, nunca mencionara. Nem iria. Júlia escrevia para ele mas sempre acabava queimando suas cartas. Júlia não sabia o que era amar, então achava que era somente paixão. E resolveu esquecer.
Todos tomaram rumos diferentes. O homem desconhecido, sumiu. Maria casou grávida do seu namoradinho de juventude, levou uma vida infeliz,  e nada lhe sobrou da espoletagem da juventude, somente uma mulher cansada, com uma penca de filhos para criar e um marido bêbado que só não a batia porque ela batia nele antes que isso acontecesse. Dona Nadir faleceu de causas naturais, lhe deixando a casa aos pedaços, que Júlia reformou anos depois de formada. Seus irmãos se casaram e se mudaram. Deles, Júlia nada mais soube. 
Júlia, diferente do que todos pensavam, foi a mais bem sucedida. Se formou com honras em Psicologia, tornou-se Psicóloga renomada na pequena cidade de Diamantina, em Minas Gerais. Casou-se com Genaro, italiano da Sicília, que se mudou para o Brasil quando criança, era romantizado por Júlia desde adolescente, enamorado por ela quando jovem. Teve quatro filhos, todos homens. Enviuvou há quase um ano. 
Mas Júlia tinha um segredo: nunca amou Genaro. O único homem que amara era o homem sem nome. De uns tempos pra cá, Júlia decidiu reler poemas de juventude que não tinham ido parar no lixo ou sido queimados. Dentro eles, encontrou um destas cartas que não tinha mandado para o misterioso homem, e leu, assustada, o que escreveu aos seus 16 anos, na flor da juventude, tantos anos atrás. Uma carta não de amor, mas uma carta de despedida que nunca fora mandada:

12 de Novembro de 1956
Diamantina, MG

Querido R.,

Quantas vezes eu já te escrevi? Já te escrevi milhões de vezes. Para falar que sinto falta do nosso licor de cassis e cerejas. Dos nossos jantares em noites quentes vendo lua e estrelas no seu apartamento, deitados na varanda e conversando amenidades sem sapatos. Já te escrevi para te falar desses olhos castanhos tão lindos que brilham e me chamam.
Já te escrevi para te falar que eu sei que você me ama, e não é de hoje. 
Já te escrevi para falar que não te amo, mas não vivo sem você. Para te falar que também não é paixão. É pele e possessividade. 
Nunca te enviei nenhum dos dos meus escritos. Nem irei.
Você nunca saberá da verdade do meu coração bordado. 
Até porque você já sabe. Dentro do seu peito e gravado na sua mente. 

Sua,
porém não para sempre,
Júlia Almeida

Júlia leu e releu várias vezes. E lembrou-se das certas liberdades que deu àquele homem, de como era tola e deixou-se levar pela sedução das palavras que ele lhe sussurrava ao pé do ouvido. De como ninguém nunca soubera de seu segredo, o nome mais bem guardado de toda a história de sua vida: Roberto Guimarães. Pouco tempo depois de ela ter escrito esta última carta não mandada, ele faleceu. Alguns dizem que de tanto beber de desgosto. Outros dizem que morreu de saudades. Alguns ainda dizem que ele morreu por falta do amor de uma jovem menina sem nome e desconhecida, que lhe prometeu o coração e não lhe deu nem a mão, que ele lhe pediu em vão. 
Júlia nunca aceitara o pedido de casamento de Roberto pois sabia que a sua mãe nunca aceitaria que ela se casasse com um homem sem futuro nem casa, caixeiro-viajante e 20 anos mais velho do que ela. Ainda mais com filho de outra para sustentar, e - horror dos horrores! - desquitado. 
Júlia fugiu do seu destino, do destino que o seu coração mandara. Pouco depois de ler e reler esta carta inúmeras vezes, tomou um chá, cuidou das plantas, deu comida aos gatos, tomou um banho, se perfumou inteira, deitou e dormiu para nunca mais acordar, com a carta nas mãos e um belo sorriso no rosto, que, dizem, foi o motivo do caixão não ter sido aberto.

A carta sumiu para nunca mais aparecer.

Paolla Milnyczul

Todos os Direitos Autorais reservados a Paolla Milnyczul

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Menos Tempo

Você acorda e respira fundo. O mundo gira. As pessoas sorriem. Você não sorri. Você carrega o mundo nas costas pois ninguém mais suporta. Você chora no travesseiro. Você não quer mais sorrir pois se sente culpada por estar sorrindo, quando sorri. As pessoas não se importam. Ou se importam. Pra você, não importa. Ou importa.
Você acorda e precisa levantar pra trabalhar, mas quer continuar na cama. Você tem mãos que te afagam mas não é o suficiente. Você tem amigos que te ajudam. Você tem toda carga dentro de si. Você não larga a sua própria mão. Você quer dormir e só acordar quando tudo passar. Você quer não passar por isso.
Você ama alguém que está mal. Você fica sensível e se afasta. Você se isola do mundo porque precisa pensar. Você fica irritada com tudo. Você vê o caos se formando e só você com o mínimo de forças para poder amparar tudo isso. Você se preocupa. Se doa. Se dói. Se remói. 
Você luta.
O mundo não é justo. Ele te dá tudo. Menos tempo.

Paolla Milnyczul

Todos os Direitos Autorais reservados.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

[Se] Amar É...

Tenho uma baita fé em mim e no que eu faço ou não. Gosto de mim, de cada pedacinho, de cada ponto, vírgula ou interrogação da alma, de cada pedaço de pele, dos pelos, das unhas e cabelos. Tenho uma paixão sem tamanho por mim, pelo que sou, pelo que fui, pelo que ainda irei ser. Pois, com o tempo a gente vai mudando, crescendo, amadurecendo, melhorando. SE MELHORANDO! Aos poucos, eu estou amadurecendo mais. Apesar de ter alma de criança, me tornei mais prática, mais resolvida, mais de bem comigo mesma, e bem mais consciente de mim mesma. Ando menos emotiva, e faço menos dramalhão. Mas continuo vendo a mesma graça em bolhas de sabão e arco íris e ainda leio horóscopo. 
Tudo isso não só porque a gente tem que se amar e se cuidar, mas também porque, no final de tudo, quando a casa pega fogo, a gente só tem a gente. Por isso, me valorizo. Aprendo a cada dia mais comigo e com as minhas experiências. Procuro melhorar sempre. Ser o contrário do que é negativo. 
E, por causa disso, me cerco de pessoas positivas e que me valorizam como pessoa e pelo que sou, pessoas que não me julgam e que aceitam que as pessoas mudam, meu bem. E eu não tenho medo de mudanças. Amo meus amigos, meu marido, a minha família, e cuido muito bem deles - às vezes bem até demais -, espero reciprocidade, e tenho. Amo meu trabalho, e faço de tudo para melhorar cada vez mais e ter resultados positivos, aprendo rápido com os erros e faço de tudo para não repeti-los, não só porque gosto de tudo muito bem feito e organizado, mas como também odeio ser chamada a atenção ou receber críticas, mesmo que construtivas. 
Se amar não é olhar só para o nosso próprio umbigo. Se amar é amar e respeitar quem está a sua volta, se amar é amar o que faz, se amar é amar as suas escolhas. É se aceitar como você é, como a sua mente trabalha, como o seu corpo reage ao tempo. É saber o momento de parar e voltar. E o de continuar em frente e prosseguindo. É aceitar os seus defeitos e saber o que fazer quando eles falam mais alto do que as suas qualidades. É aceitar os seus gostos, que você ama rock, pin-ups, cremes, perfumes, é neurótica com a sua saúde, que não sabe ser fofa mas tem "momentos de fofura", que o sarcasmo faz parte da sua vida, que é cibernética, adora livros diferentes, e que você não liga muito para o que os outros acham de você. (Isso é o tal 'ser consciente de si mesmo'.). 
Se amar é aprender com a vida que você escolheu para você, e mudar se for necessário. 
Ser feliz com as suas escolhas. Se respeitar. Sorrir para si mesmo. 

Paolla Milnyczul

"Já tive medos, hoje tenho cautela e possíveis fugas estratégicas para qualquer assunto da vida." - Juliana Sfair

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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Os Simbólicos Vinte Centavos

Vinte centavos. Um valor numérico que parece pouco mas foi muito, virou um símbolo. Vinte centavos foi o estopim de uma bomba que estourou e acordou toda uma geração, toda uma nação, a nação brasileira, o povo brasileiro, juntos tornando um só, gritando a quem quisesse ouvir em uníssono, com uma só voz, a mesma canção – viramos gigantes. Vinte centavos foi um nada que se tornou tudo. Mas não é só por vinte centavos. Ele foi só o começo. Porque o Brasil luta? Pelo que? o Brasil luta pelo Brasil. 
Entramos no século XXI indignados, mas estagnados. Conformados, com as grandes bundas nas poltronas almofadadas assistindo TV, mas pegando seis ônibus pra ir trabalhar, todos com um valor bem acima do que vale o transporte público urbano; ficando em filas de duas horas (no mínimo) para ser atendido num hospital pelo SUS, e quando atendido é mal atendido, sendo sujeito a ficar jogado numa maca no corredor caso precise de internação – mas o hospital não dispõe de leitos nem de pessoal o suficiente. Trabalhando de 5 a 6 meses por ano só para pagar os impostos do que consome, tendo que fazer um imposto de renda absurdo, pagando a conta de viagens de políticos, tendo que ficar entalados com superfaturamento de obras para a copa, e ainda ter que ver tanta gente que, lá atrás, participou do “mensalão” ainda está trabalhando lá em Brasília, recebendo salários exorbitantes, e outros tantos salários acrescidos de valores inimagináveis como o 14º e o 15º salários. O brasileiro ficou pagando tanto tempo pelo luxo de tanta gente que não faz nada por ele, pelo povo brasileiro, que os vinte centavos foram simbólicos, e o Brasil se abalou.
Lutamos pelo conserto de tudo isso descrito acima: por melhores condições de saúde, habitação, escola, trabalho, transporte público, e, acima de tudo, pela dignidade humana, coisa que anda tão rara no Brasil de hoje em dia. Lutamos pela anulação da PEC 37 e da PEC 33, pela condenação dos mensaleiros, por anulação da tal “cura gay” que Feliciano “delicadamente” impôs sem sermos consultados – uma das coisas mais ridículas que já vi, ser gay não é ser doente, e não existe cura para o que não é doença! – entre tantas outras coisas. Falam que não temos uma pauta. Temos. Falam que não temos um motivo. Temos. Falam que não entendem o porque dos protestos e manifestações, mas entendem. Afinal, os simbólicos vinte centavos abaixaram, não abaixaram? 

Tô (com o perdão da palavra) com um puta orgulho de ser brasileira, coisa que não sentia há anos. Se é que alguma vez senti. Com orgulho do povo brasileiro, que se indignou, finalmente. 

Continuamos lutando para continuar sentindo esse tal orgulho de ser brasileiro. Acordamos. E não pretendemos voltar a dormir!

Paolla Milnyczul

“Somos os filhos da revolução.” – Renato Russo

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Geração Coca-Cola (Com Mentos)





Hoje, estou com orgulho do Brasil (em sua maioria). Hoje, estou com orgulho de ser brasileira. De fazer parte desta geração que se indigna e luta. Geração que acordou e se incomodou. Que vai às ruas, deixando de lado qualquer diferença e sendo uma só massa: o povo brasileiro. Em uma eterna luta pela dignidade humana. Pela paz. Pela vida!

Paolla Milnyczul

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

Redes sociais. (Ou 'Faceboom'?)

Analisando friamente as redes sociais. Nelas ou as pessoas tem vidas lindas e maravilhosas, ou elas reclamam de tudo. Ou são felizes demais ou tristes demais. Quem usa Instagram tem celular fodástico. Quem não usa tem celular meia boca (Alôw nem todo mundo gosta de Instagram!). Ou são 100% emotivas ou 100% racionais. Ou são polêmicas ou não tem opinião. Sempre são intensas. Sempre estão sorridentes nas fotos. Sempre mostram suas viagens e festas. Sempre dão check-in em lugares badalados. E mostram o que estão comendo! (Ah, o Instagram!). Mas não mostram a arrumação da mala. Não mostram seus momentos de tristeza. Não mostram o stress com o chefe, com o trabalho, com a vida, com o namorado, marido, esposa, etc. Não mostram a insatisfação em estar solteiro. Ou em estar na profissão errada. Não se recolhem quando não estão bem. Tristeza? Em rede social é coisa se gente fraca, chata, que não merece atenção.
Lá é assim: quem namora ou é casado ama demais, e publicações de amor eterno aparecem bombando por aí. Assim como as de 'ah ela tem inveja de mim'. (Me poupe!) Observo e faço parte de várias redes sociais  há anos. Nelas a gente se abre demais pra gente demais. Misturamos vida pessoal com profissional. Misturamos tudo demais o tempo todo, nos abrimos pra todo mundo, queremos mostrar porque viemos ao mundo. Eu as uso há anos e tenho um certo vício em uma em especial - que estou querendo (e tentando) conter!
Rede social agora virou avaliação de popularidade. Da vida pessoal. E profissional. Antes, era um lugar pra bater um papo com os amigo, ficar sabendo das novidades, e tchau! Agora virou sinônimo de incômodo pra quem não usa. E, pior, o treco vicia! 
Era pra ser rede social. Virou 'Faceboom'. Mas o que está bombando tanto assim? Bem, há bombas em relacionamentos. Na vida pessoal. E na profissional. Há bombas na autoestima. Bombas na escola ou faculdade. Bombas, bombas e bombas. Era Facebook. Em inglês, 'livro de rosto'. Em bom português, vício e frustração.
Virou 'Faceboom'. De bombas mesmo.

Paolla Milnyczul

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A Favor de Mais Tons!


A voz rouca de Paulo Ricardo me atravessa e invade como um raio, cantando uma música que nada tem a ver com a minha vida neste momento, e mesmo assim eu deliro e me vejo dentro dela, sinto todo o sentimento contido, me sinto na canção, e tudo me atormenta e ensandece. O raio que é a música que ele canta me deixa quase em prantos e a alma chora por dentro como se nunca houvesse chorado na vida. Vivo alguns minutos de uma nostalgia que nunca senti e fico imaginando de onde vem tanto sentimento, e esse sentimento me invade e questiona. Alguns minutos, e eu me vejo num mundo alternativo, de outra pessoa, num outro momento, numa outra situação, numa outra história, mas sentindo com a mesma intensidade. Uma música que transmite um sentimento profundo e insano. Uma voz que invade e arrasa. 
Continuo escrevendo e agora, ah, agora é Cazuza. Ah, Cazuza e as suas frases perfeitas. Cazuza, que canta uma canção leve e nada sombria, mas sensual e intrigante. Uma canção que muitos conhecem, poucos cantam, e muito poucos conseguem ver com toda a sua beleza e todas as suas entrelinhas. A voz no tom certo com certa rouquidão, o sentimento transmitido na música, rimas inteligentes que intrigam. Uma emoção e um erotismo que me invadem e arrepiam no fim de tarde perfeito. 
Ah, que me desculpem os cinquenta tons, sejam eles de cinza, de liberdade e até os mais escuros, nada contra eles, mas erótica mesmo é a música que se apropria da sua alma liberta. Nem que seja por alguns minutos. A música transmite tanta emoção que é como se todas as notas, todos os tons, todas as pausas e entremeios fossem palpáveis. E você se vê em outro mundo e em uma outra época, uma época e um mundo em que você não viveu nem vive. Mas vive. 
Música boa de verdade ensandece e estremece a alma. No tom certo, canta a sua vida sem querer nem saber. 

Hoje escrevo a favor de menos tons de cinza e mais tons musicais. 

Paolla Milnyczul

“Quem nunca pensou, ao menos por um segundo: essa canção foi feita pra mim? Eu já me apropriei de centenas de músicas (com o devido crédito ao autor, é claro), que dizia serem "minhas". Naquele momento, elas – e só elas – pareciam entender o que eu sentia.” – Fernanda Mello
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Reflexão do Mês - Fevereiro



"Nós podemos tudo, basta você enxergar, programe-se, você vê tudo de perto, vê como se estivesse observando um parto ou quem sabe uma possessão, não tenha medo, não seja degrau, seja escada, não seja ridicularizada pelos deuses, é como num lance final, decida-se, acredito que você já saiba o que fazer... você não queria ter jogado, mas já que começou, seja o vencedor!"

Reynaldo Loio

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Necessárias (Mu)Danças

Eu acho incrível isso do mundo girar com tanta rapidez e as coisas mudarem de uma hora para outra. Sempre me pergunto o que está por vir, qual a próxima aventura ou surpresa, pois ultimamente me parece que cada passo dado na estrada da – nada reta – vida é uma mudança que acontece. 
Não que eu esteja reclamando, longe disso! Adoro surpresas, e vivo me surpreendendo constantemente com a vida, e, vira e mexe, comigo mesma. Se tudo o que aconteceu ultimamente foi bom? É, foi, continua sendo, e, de um jeito estranho, bom até demais, encharcando a minha vida de leveza, calmaria, e harmonia. Claro que pra chegar até aí deu um trabalhão, mas quer saber? Valeu a pela! 
Nesse tempo, aconteceu muita coisa – repensei a vida, deletei pessoas, limpei meu sótão, virei minha vida de cabeça pra baixo, e dela saiu quem incomodava, espetava, só trazia problemas e ar pesado, me dei o direito ao sumiço, revi atitudes, mudei pensamentos, e trouxe mais para perto quem estava longe (mesmo tão perto!), me libertei de amarras, deixei livres as minhas asas, que andavam tão escondidas, me libertei de vícios e no lugar deles coloquei amor e beijos, carinhos e abraços.
E estou, sim, muito feliz, e triplamente [mais] apaixonada: por mim, pelo meu amor e pela vida que anda cada dia mais colorida. 

Necessárias (mu)danças para viver com mais paz!

Paolla Milnyczul 


“Arranquei aquela embalagem amarelada de velhas histórias. Hoje nova capa, novo começo, nova leitura. Um belo final...” – NatyHill Antunes 
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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

1º de Janeiro de 2013




“Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.” 

Carlos Drummond de Andrade.