segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O Que Sei?

Nós nunca sabemos de verdade tudo sobre nós mesmos. Nos conhecemos, convivemos conosco vinte e quatro horas por dia todos os dias, mas há uma verdade escondida que nós às vezes não enxergamos. Porque às vezes quem está de fora enxerga melhor o nosso ser. Por isso, não tenho a prepotência de achar que sei tudo de mim, e vira e mexe especulo o que mais ainda tenho de surpresas que eu não sei.  
Mas e de mim, o que sei? 
Intensa, sensível, desconfiada, cínica, sarcástica e irônica, tudo separado e em seu devido lugar e momento. E tudo junto-e-misturado quando necessário. 
Me doem todas as dores e males do mundo. 
Amo demais todos os modos de amar. 
Tenho a cabeça muito aberta e polemizo qualquer coisa sem querer nem saber. 
Tenho paixão pela noite, pela lua e pelas estrelas. 
Tatuo a liberdade a doçura na pele.Tatuo o amor e a dor no coração. 
Me arrepiam todos os prazeres (im)possíveis do mundo.
Tenho a mania de querer carregar o mundo nas costas. 
Me faço de forte todos os segundos para evitar a dor. 
Choro por dentro as lágrimas de desespero do mundo. 
Quando eu finjo que não me importo com algo, é porque eu me importo. Quando eu me importo e deixo isto explícito, é porque me importo MUITO. 
Cultivo amizades com pessoas de todas as cores, raças, opções sexuais, de várias cidades, estados, países e crenças, e, por causa disso, não julgo ninguém e viajo entre mundos diferentes de uma pessoa a outra em pouco tempo. 
Quando amo, meu amor é profundo e (e)terno. 
Adoro razão, lógica e explicações científicas... mas acredito em signos e leio o horóscopo. 
Falo mais por entrelinhas. 
Não vivo sem livros, música, arte e cultura. (O mesmo vale para internet e tecnologia.) 
Sorrio todos os sorrisos numa sonora gargalhada retumbante e ensurdecedora sem me importar com o que irão achar. 

E isso é só o começo. Meu mundo é grande demais e nele cabe muita gente. Por isso, me desculpe, Pessoa, mas ter em mim “todos os sonhos do mundo” ainda é pouco! 

Paolla Milnyczul

“De mim, que tanto sabem
Quero que saibam que não sei...” 
–  Martha Medeiros


Conteúdo protegido por Direitos Autorais.

3 comentários:

  1. Assim eu me vejo... Louco isso? Belo texto, Milnyczul!

    ResponderExcluir
  2. Olá! Amei o seu blog, já estou seguindo, claro.
    Meu bem, você escreve divinamente. Meus parabéns!
    Dá uma passadinha lá no meu (:
    Um beijo ;*
    http://apenas1g.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  3. E uma coisa é certa: nós a conhecemos em cada linha que traça...

    ...Beijão!

    ResponderExcluir