sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Exteriorizando



'Tô cansada. Cansada de negativismo. Cansada de rótulos. Cansada de hipocrisia e demagogia, que andam sempre de mãos dadas e no mesmo embalo. Cansada de stalkers e suas manias obsessivas. Mas não jogo a toalha, não me rendo, não me deixo, e não me basto. Sou muito pra caber dentro de mim. Essa é uma das várias razões para escrever. Porque eu sou, e sou muito. E eu vejo além de, apesar de. E não desisto. 'Tô cansada. Deixei de dar bola há muito para coisas pequenas, mentes pequenas, pessoas pequenas. Pequenas e vazias. Cansei de bafafá, de frescurinha, de fofoquinha, de julgamentos. Cansei de gente com a mentalidade de uma ervilha. 
Então simplesmente agora não só deixo de dar bola, mas também me liberto de stalkers e 'ervilhas'. E me liberto sem palavras negativas. Zombarias. Ultimatos. E me deixo viver e extravasar com tudo que há aqui dentro e que não é pouco. Porque eu não caibo em mim. Sou inteira e sou demais para deixar ficar tudo guardado a sete chaves. 

Eu me permito exteriorizar pela simples necessidade de me sentir viva. 
E de me eternizar em versos.

Paolla Milnyczul



"A fumaça do café sobe flácida e calma junto a minha prece, aquela em que muito otimista, me livrando até das palavras negativas, peço: Aprisionai-me a todo o bem." - Hugo Dalmon

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3 comentários:

  1. Oii Pá!
    Adorei o texto. Ultimamente também estou muito cansada. De tudo. Mas temos que seguir em frente, né?
    Por favor, "aprisionai-me a todo o bem".

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  2. Precisamos transbordar..

    ...Um beijão!

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  3. exteriorizar é não adoecer, adorei o texto

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