quarta-feira, 14 de março de 2012

Reflexão do Mês - Março


"Existem vidas sendo tocadas, de formas até inimagináveis, pela sua, pela minha. Toda vida é muita vida: ela e tudo o que abraça com os seus longos braços de energia. Se fazemos diferença, que seja com amor. É ele, sempre ele, que faz a diferença mais linda."

Ana Jácomo

sexta-feira, 9 de março de 2012

Nós Dois e o Resto do Mundo

Um dia você apareceu. E nunca mais saiu da minha vida. Do meu coração. Nem da minha cabeça. Tá sempre por aqui, rondando meus pensamentos. E sentimentos. Já fez das-tripas-coração por minha causa. E eu pela sua. Por quê num desses mal-entendidos da vida, duas pessoas completamente opostas foram morar na mesma casa. E quando eu falo completamente opostas, é sério. Porque você é simpático. Carismático. Sabe se expressar pelas palavras faladas - e muito bem por sinal. Atencioso. Doce. Pensa antes de falar. Faz amizades num instante. Têm um lado ingênuo que acredita demais nas pessoas. Romântico. Apaixonado. E fofo. E quase todo mundo que eu conheço te adora. (Quase, porque unanimidade é para os fracos.). E brigamos muito. Por anos e com poucas tréguas. Vozes elevadas, coisas que vão parar ao chão, chinelos atirados como bumerangues em direção ao outro por cima do sofá. Relógio quebrado. Máquina fotográfica escondida. Semanas sem se falar. Dias sem olhar na cara um do outro. Normal.
Aí eu fui embora e por seis meses ficamos sem nos falar. Voltei. E a primeira pessoa que eu vi depois de acordar foi você, e a primeira coisa que eu percebi é que você tinha crescido uns 5cm e que seus braços tinham dobrado de tamanho. E que era bom e reconfortante seu abraço depois de tanto tempo, que agora era grande e forte e dava uma volta completa em mim, que sou pequena e baixinha. E que sua voz continuava doce e calmante. Os olhos ainda tinham aquele brilho de menino, com os cílios grandes e curvados. Bom isso. E depois disso, nunca mais brigas. A paz reinava entre eu e você. Você ia, eu ia. Você ficava, eu ficava. Você errava, eu errava. Você acertava, eu acertava. Éramos nós dois e o resto do mundo. Nós dois com o mundo e contra ele quando necessário. PC, show de O Rappa, Itabuna, Ilhéus, Itacaré, quartos apertados de pousadas baratas, dinheiro mais apertado ainda. Mas como era bom! Depois veio Araras, morar juntos só nós dois, e responsabilidades. 
Aí um dia você foi embora e te ver era raro. Rumos diferentes. Vidas diferentes, separadas, cada um na sua. Às vezes você aparecia. E eu ficava ainda mais feliz. Aí você sumia. E algo ficava faltando na minha vida. (sua voz?). Você tinha sonhos. Lutou. Conseguiu. E continuou lutando. E estava agora então mais longe ainda. Um dia você casou e eu achei que tinha te perdido pra sempre. Enchi a cara na festa no teu casamento, cantei músicas dos nossos bons  –  e como eram bons, a felicidade é tão simples!  –  e velhos tempos junto com nossos eternos amigos, tão amigos que são quase irmãos, e tocamos violão juntos de madrugada.
Mas não tinha te perdido. Engano meu. Te ganhei mais ainda. Te ganhei mais maduro, mais bonito, mais amado, mais homem. Orgulho. Conseguiu seus objetivos. Mais orgulho ainda. Festejamos muito pelas suas conquistas, tanto, que tenho até vídeo (que eu fiz e você nem sabia).
E desse mal-entendido da vida que fez duas pessoas tão opostas viverem juntos por tanto tempo se fez nossa amizade, meu irmão. E nosso amor. Que é eterno, verdadeiro e recíproco. E único. Desse mal-entendido, lá se vão 29 anos. Seus, só seus. Únicos-e-exclusivamente seus. Vividos com alegrias, chateações, sorrisos, lágrimas e lutas. Com alguns amores perdidos, e um grande amor achado. Algumas batalhas ganhas, outras não. E a vida continua, maninho. Com força, fé, dedicação, otimismo, humanidade, humildade e amor. E com essa bondade no olhar de menino ingênuo e na voz calma que você ainda tem. Hoje e sempre. Continuamos longe um do outro, mas hoje e sempre seremos, até o fim dos dias, nós dois e o resto do mundo.
Dr. Rodrigo, Tenente Garcia, Rodrigo, Rô. Seja como for que muitos chamem, uma coisa é certa: só eu posso te chamar de irmão, e isso é um privilégio enorme e é SÓ MEU! Te amo meu irmão!
Parabéns, e que venham mais 29 anos pela frente!
Porquê felicidade e paz você já tem demais nesse coração enorme de criança crescida.



                                                         Meu  irmão e eu.

Paolla Milnyczul



"Ter um irmão é ter, pra sempre, uma infância lembrada com segurança em outro coração."  –  Tati Bernardi










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Mulher Cereja n' Pimenta

Para ler o artigo que eu fiz para o Dia Internacional da Mulher, clique na figura abaixo e delicie-se!




Paolla Milnyczul

segunda-feira, 5 de março de 2012

O Dilema dos Trinta

Eu queria que alguém me explicasse por quê tanta mulher tem medo de chegar aos trinta anos. Eu não sei. Me falaram que quando eu tivesse entrado nos trinta, eu teria a tal maturidade, e etc. e tal, botam uma expectativa do tamanho de um bonde, a gente se cobra tanto que parece um rito de passagem ter trocado o digito 2 pelo 3 e o 9 pelo 0. Conheço muita mulher linda e inteligente que morre de medo de chegar aos 30 anos; acha que vai engordar, que vai ficar feia, que vai ficar velha, que o peito vai cair, que nenhum homem mais vai querer, que tem que ter um filho, que o corpo não vai mais ser o mesmo, e pira, surta, sai a fazer plástica e enfiar creme e botox na cara, pára de rir da vida e se estressa antecipadamente por algo que nem aconteceu. Só que não é assim! Você só está um ano mais velha, sem grandes traumas. Quanto pânico por uma coisa tão simples! 
Tudo bem, algumas coisas vão mudar e a gente não sabe quais, mas ninguém tem o mesmo corpo agora que tinha aos 15, 18, ou 20 anos de idade. Tudo muda (ainda bem!), e geralmente pra melhor. Tendemos a passar por mais experiências e sermos então uma pessoa melhor, e a se conhecer melhor, a saber o que fica e o que não fica bem na gente. Mas é isso é com o tempo, não é: fez 30, TÊM que ser assim ou assado, quanta imposição nos colocamos, e pra que? Só estressa (e envelhece). É claro que a gente tem que se cuidar, sim, mas sem neurose, sem piração. 
Nós, mulheres, temos que parar de nos cobrar um pouco, de TER que ser a melhor esposa, a melhor amante, a melhor mãe, a melhor amiga, a melhor dona-de-casa, a melhor filha, a melhor profissional, e ainda tem que ter o cabelo mais lindo e brilhoso do mundo e ter a melhor bunda, tudo-isso-ao-mesmo-tempo-junto-e-misturado. Peraí minha gente, menos – bem menos! – , vamos com calma. A gente precisa deixar as coisas acontecerem aos poucos, ir trilhando nosso caminho com calma, sem antecipar as coisas, saber respeitar que cada coisa tem seu tempo, e que a gente precisa se respeitar e – principalmente! – respeitar nosso próprio tempo, senão enlouquece. E  aceitar que todo mundo tem seus defeitos e imperfeições e que só cabe a nós mesmos parar de querer escondê-los e fazer deles um charme a mais. 
Eu entrei nos 30's em fevereiro, e aí, qual foi a "mágica" que aconteceu? Nenhuma. Nada mudou, não sou mais ou menos sábia, mais ou menos madura, mais ou menos bonita, mais ou menos gostosa, mais ou menos mulher. E vi que a gente cria expectativa numa coisa que não existe e que idade é só um número e não vem de fora, vem de dentro da gente. E entendi que a idade que a gente tem é a que quer ter, é a que o espírito da gente tem (e o meu é jovem.). A gente tem que rir da vida, de nós mesmos, dos momentos, dos acontecimentos, porque é melhor levar a vida com disposição e bom humor, e sem neuras. Faz bem pra todo mundo: pra mim, pra você, pra quem vive (ou convive) com você! 
Então vamos encarar a vida com leveza, pois é o que a vida pede da gente: LE-VE-ZA! Leveza pra amadurecer, leveza pra novas experiências, leveza pra novos aprendizados. Um sorriso no rosto e um brilho nos olhos (e na alma!) faz a gente muito mais bonita do que um peito tunado e a bunda mais malhada do mundo.
Porquê boniteza, minha gente, vêm de dentro!

Paolla Milnyczul



"Longe de mim querer dar lição de moral. Só acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as coisas de dentro. O que tá fora, meu amigo, é completamente perecível." 
 Clarissa Corrêa





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