quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Outra Moeda do 'E se'

Começou o ano, e no dia 31 de Dezembro não pensei em nada. Nenhuma resolução, nada-nadinha. Simplesmente vou deixar rolar... eu espero um novo ano – não um ano novo. Tenho mais de 360 dias em branco, limpinhos como papel ofício recém saído da fábrica, perfeitos e intocados, pra fazer com eles o que eu quero - e eu espero que valha (MUITO) a pena. Aí, pensando em um novo ano, penso também em novos dias, novas idéias, e novas concepções de pensamento. Entro num mundo do "e se" para o futuro, não para o que já passou.
E se neste ano...
... as pessoas parassem de culpar outras pessoas pelos seus fracassos e quedas e tivessem consciência de que todos somos responsáveis pelo que nos acontece, e começassemos a respeitar nossso próprios limites, será que o peso das costas iria embora?
...todos respeitassem (não precisa aceitar) seus semelhantes, independente de opção sexual, ideologia, idade, sexo, cor ou religião, seria o começo de um novo mundo com mais amor?
... começassemos a falar mais de Deus e menos de religião?
... parassemos de pensar o óbvio e pensássemos mais sobre o sussurro, o mundo teria uma filosofia nova e diferente das coisas?
... entendessemos as necessidades reais das pessoas, não materiais, mas imateriais, seriamos nós mais justos para com os outros?
... todos tivessemos a consciência plena de que o mundo está sofrendo e nós somos os responsáveis, e começassemos a dar mais valor à Terra e respeitassemos a Natureza, estaria ele – o mundo – menos em perigo em nossas mãos?
... os casais parassem de brigar por coisas bobas e começassem somente a se deixar levar pelo sentimento, o momento, a nitidez dos seus sonhos, seriam eles mais unidos?
... lêssemos mais em vez de assistir televisão, seríamos finalmente mais esclarecidos em relação ao que nos cerca?
... a amizade fosse mais valorizada, seríamos menos desconfiados com as pessoas e menos solitários?
... prestássemos mais atenção ao sussurro do que ao grito, seríamos nós mais perceptivos?
... parássemos de pensar no ponto final da vida – a morte – e pensássemos mais nas reticências da vida – o contínuo e constante fluxo de um ciclo natural das coisas –, estaríamos nós mais preparados para aceitar o ponto final sem medo, pois curtimos sem fim as reticências, e seríamos assim mais felizes?

Pois é, começo de ano não é só correria, Ipva e Iptu, também é uma boa pausa para reflexões. Reflitam: qual 'e se' você colocaria?


Paolla Milnyczul

"Seja a diferença que você quer ver no mundo."  Gandhi




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2 comentários:

  1. Gostei do seu novo conceito do "E se?"
    Vou refletir sobre ele.
    :)

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  2. Nada de controvérsias Paolla,mas a morte é só um castigo à toa que um poder desafiado nos presenteou.Seríamos eternos e usaríamos 100 por cento da capacidade intelectual(que digamos é perfeito e tem poder;mas quando querem me iludir que após a morte existe algo é como se realmente aceitamos a incoerência de mediocridade;sono sem sonhos,eu declaro..sono sem sonhos...Caso contrário me considero com muita modéstia a reencarnação de Jesus Cristo...Um lindo abraço para você.De Eliane Beyer.

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