sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um Conselho ao Menos...


Hoje me sinto na necessidade de oferecer ao menos um conselho a alguém. E se há há alguns conselho que eu possa dar a estas pessoas, são eles:
*Faça da sua vida um papel em branco e escreva nele como se fosse a última página todos os dias. Se jogue. Extravase. Corra atrás do que você merece, do que te faz bem, do que você quer, dos seus sonhos.Vai, corre atrás. Não deixe que algo ou alguém te impeça. 
*Não ligue se falam de você, provavelmente quem fala – bem ou mal, com veneno ou sem – ou deixa de falar não sabe metade do que acontece com você.
*Pense em você, olhe um pouco pra você, pro seu interior. 
*Escute os conselhos da sua família, mesmo que não pretenda segui-los. Mas escute e respeite a opinião do seu pai e da sua mãe. Provavelmente eles veem sua vida como você não quer ver. 
*Dê valor aos seus irmãos, eles são os amigos que você vai ter pro resto da sua vida – com toda a certeza!
*Dê valor aos seus amigos também, eles são a família que você escolheu.
*Ame, amar é se doar, e se doar faz um bem danado. Mas não ame demais nem de menos, ame com ponderação.
*Tenha ao menos um animal de estimação na vida.
*Estude e trabalhe, isso glorifica o ser humano, trabalho é vida e estudo é tudo, pois estudo é conhecimento! Mas principalmente estude, conhecimento é a única coisa que você vai levar pro resto da sua vida, o resto passa. A beleza da juventude vai embora – a lei da gravidade é cruel e a fisiologia humana também – , o dinheiro se gasta, os amores vão e vem, o conhecimento fica. 

Paolla Milnyczul

"Keep walking."  Johnny Walker





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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Frases #1



"O importante não é dizer, é saber. Certas coisas não se dizem, porque dizendo, deixam de ser ditas pelo não-dizer, que diz muito mais."

Fernando Sabino



domingo, 22 de janeiro de 2012

Família êh! Família ah! Família!

Tudo começa assim: você cai num mundo desconhecido, ainda meio cego, chorando loucamente, com frio e sendo pego por mãos emborrachadas de luvas. Toma banho à força e chora mais ainda, porque você quer mesmo é voltar pra aquele mundo quentinho e aconchegante de onde saiu, em que podia ficar à toa e nadar a vontade. Até encontrar aquelas pessoas que já te amavam de um jeito incondicional desde antes de você nascer: sua família. Entenda, quando falo de família, falo de pai, mãe, irmãos.
Porquê um dia você cai de paraquedas na vida deles e eles na sua, e a vida te fala 'toma, é seu'. Parece simples mas não é. Vida em família é meio como vida em sociedade. Algumas coisas são toleráveis, outras não; algumas coisas são aceitáveis, outras não. Cada um tem suas peculiaridades, e é preciso saber conviver, porque família a gente não escolhe. Um é mais agarrado, outro é mais desapegado, um é mais independente, o pai é assim, a mãe é assado, os filhos são assim-e-assado ou assado-e-assim, as personalidades se misturam e na realidade ninguém se parece muito com ninguém – nem na aparência nem na personalidade.
Todos falam que família é só amor, paz, harmonia, e que é eternamente lindo e maravilhoso. Balela. Em família todos se desentendem, às vezes instala-se o caos, pais e mães brigam entre si e com os filhos que só tentam entender o que está acontecendo mas demonstram de um jeito totalmente desordenado. Então os filhos ficam impossíveis, atormentam os pais, e entre eles mesmos brigam interminavelmente, e cada um vai pro seu canto e não há paz e harmonia que dê jeito - ninguém se odeia, só quer ficar um pouco só sem conseguir. E então só se espera baixar a poeira e tudo voltar ao dito "normal". Mas, por mais incrível que pareça, foram nestas épocas de individualismo agudo que ficamos mais fortes contra o que vinha lá de fora – tem uma carta que eu fiz pro meu pai que ele tem até hoje, é meio como um talismã – , e foi numa destas épocas que eu dei uma fugida e fiquei mais amiga ainda do ser que mais me entendia naquele momento: meu irmão.
Minha família é meio bagunçada, meio desarrumada, é meio cada-um-no-seu-canto, todos diferentes e meio iguais. Deu pra entender? Pois é. Além do amor imensurável, tenho apreço, admiração, ciúme, possessividade (sim, ciúme e possessividade!), respeito e orgulho pela minha família, mesmo sendo assim, meio desarrumadinha. Meu pai e minha mãe são meus ídolos. Tenho um pouco de cada um, mas a minha personalidade, na verdade, não se parece com nenhum dos dois. Do meu pai, tenho o jeito meio quieto, no meu canto, sem muitos beijos e abraços e 'nhé-nhé-nhé', me comunicando com os olhos, os trejeitos e a transparência do que sinto ou acho pelas feições faciais – isso é idêntico mesmo ao meu pai, sem tirar nem pôr, e mesmo que ele ache que disfarça, ele não disfarça, sei pela boa observadora que sou! Da minha mãe, a garra e a determinação de quem não desiste nunca, mesmo sabendo que há um logo caminho a ser percorrido, o apreço pela arte, a vaidade e o espírito jovem e impulsivo.
E tem meu irmão. Por ser mais novo, tenho um pouco de protetocionismo quanto à ele, é meu protegido desde criança – ai de quem mexe com ele porque eu brigo até hoje – , sempre foi meu xodó! Temos os mesmos amigos, a mesma turma, moramos juntos por duas vezes só nós dois, e mesmo que às vezes eu parecesse dura com ele nessas épocas é porque o amo demais e só queria que ele aprendesse a se virar sozinho um pouco. Dei vários 'nãos' pra ele sem explicar nada, passei a mão na cabeça diversas vezes, já chorei no ombro dele e ele no meu, dei bronca – e se precisar dou até hoje, mesmo ele sendo um homem casado, com um filho, formado – pois é meu irmão mais novo e ponto. E sei que quando ele quer uma opinião mega sincera e sem rodeios ele pode me procurar e perguntar, porque não tenho papas na língua e falo mesmo. E ele sabe, e como sabe!
Minha família já que passou por furacões, abalos sísmicos, calmarias estranhas – nunca fomos de ter calmarias, sempre havia alguma novidade – , e de novo novos abalos e separações e então cada um estendeu os tentáculos para um lado de vez. E de todos, acho que sou a mais desapegada, e meu irmão o mais apegado – não devia ser o contrário? Não é por mal, nem porque gosto menos, ou nada assim. Acho que é uma proteção contra machucados que eu uso, como se fosse um band-aid da alma, durante toda a minha vida – um pouco de desapego e frieza. Talvez por causa de tantas coisas que já passei e que são segredo e não conto – quem sabe, sabe porque viveu junto.
Mas continuo firme e forte graças a eles – pai, mãe, irmão. Pessoas que, eu sei, são as únicas que me amam incondicionalmente, independentemente do que eu fizer ou falar, e do jeito que eu for. Isso é família.


Paolla Milnyczul


"O que é uma família senão o mais admirável dos governos?"  Henri Lacordaire  




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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Reflexão do Mês - Janeiro


"Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia."

Martha Medeiros


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Carta Aberta A Você

Pois é, você conseguiu, finalmente. Um post só seu e meu. E seu e meu é o nosso amor – NOSSO. Você mesmo, cara, você, de pele branca, e olhos castanhos,amuado e emburrado, escondido atrás do seu computador Dell. E eu sei que você vai demorar pra ler o que eu escrevi e talvez nem leia. Não preciso de nome pra você saber que é pra você, preciso? Creio que não. E espero que leia até o fim.
Você fala tanta coisa, e uma delas é que eu uso demais a palavra 'eu'. 'Eu acho', 'eu sei', 'eu preciso', e 'eu quero', a que mais te mata por dentro. Mas você não percebe, não entende que as vezes eu preciso usar a palavra 'eu', pois por tempo demais usei os termos 'as pessoas', 'as coisas', e esqueci do 'eu'? Mas agora lembrei do 'eu', e que eu existo, e que eu quero e preciso, necessito de certas coisas, e você não entende essa minha necessidade de fazer as coisas do jeito e na hora que eu quero fazer – na verdade, nem eu entendo, é físico (dói!!) e psicológico querer que toda a minha vida passe em 1 minuto na minha frente. O problema é que não sei falar e você sabe disso, EU NÃO SEI FALAR, então decido as coisas mentalmente e só depois falo. E você amua quando isso acontece, porque eu não tenho tato ao falar as coisas.
E ontem foi um dia esquisito, pois nós dois estamos certos e errados ao mesmo tempo, e como é que se conserta isso? Pois quando os dois estão errados, os dois se desculpam, e quando os dois estão certos, ficamos como dois estranhos que não olham mais na cara um do outro, e depois de um tempo passa mas vira e mexe cai no mesmo asunto, que machuca, dói, sangra, corta com uma faca enferrujada a ferida já aberta e sem cicatrizar.
E quando estão os dois certos e errados ao mesmo tempo, cara, como faz? Deixa passar pra depois um jogar na cara do outro de novo? Aí eu não sei, você sabe como faz? Eu me desculpo, você se desculpa e depois nós brigamos, ou é o contrário?
E você às vezes não me entende porque eu não me expresso, e a minha comunicação é um tanto quanto confusa, pois quando se trata de amor, ai, eu não sei como lidar. E você sabe que eu sou atrapalhada em relação à sentimentos, esqueceu que me conheceu assim, meio atrapalhada, manca, com esse passo desarvorado e inquieta? E não sei expressá-los muito bem – os sentimentos – , enfio os pés pelas mãos e faço tudo errado, então prefiro ficar quieta. E eu posso estar com a raiva que for de você, com um bolo com gosto de jiló na garganta porque as palavras não saem, mas depois de um sorriso seu tudo se esvai e ficam só as coisas boas, esqueço das demais, esqueço que naquele segundo passado tava querendo te afogar na banheira que nós não temos, só pra não sentir meu coração sofrer por sua causa porque sei que a culpa seria minha e sua, e tudo ia ficar confuso de novo.
E por causa de ontem eu não me importo mais com os elogios feitos ao meu trabalho esta semana (diga-se de passagem, que foram feitos para minha chefe ainda!) que eu ia te contar na sexta-feira, porque não tô bem aqui dentro, sabe como é? Sabe, eu sei que você sabe. Porque somos tão iguais e diferentes, e você consegue tão melhor que eu falar do que sente quando sente, e fala de um jeito fofo que me deixa amolecida. E eu não tenho esse jeito, já tentei, já tentei sim amor, não consigo. Forma um nó na garganta, e quando você pergunta o que tá acontecendo eu falo 'nada' e passo reto, com a cabeça longe, baixa e meio irritada. E você falou que eu tô estranha com você há um tempo, mas eu não sei dizer que estranheza é essa, porque você não quer falar comigo.
E eu tenho esse jeito esquisito e estranho de falar, brigar, berrar e depois de 5 minutos esquecer das coisas e achar que tudo tá como deve ser, porque guardei tanto tempo e me alivia quando falo, e você sofre com isso, porque você precisa do silêncio e do tempo pra pensar e eu não te dou essa chance, mas – juro, amor – é sem querer. E você têm uma paciência comigo que é do tamanho de um bonde, e eu sou impaciente de natureza, não passei na fila da paciência.
Somos dois "estranhos-iguais" (existe isso?) apaixonados, que se amam, mas teimosos e orgulhosos demais pra dar o braço a torcer em alguma coisa. Não sei se o orgulho maior é em mim ou em você, você sabe dizer?  E você também me fala que eu falo muito 'eu e você', e esqueço do 'nós', você acha mesmo que eu esqueço, cara? 'Eu e você' = 'nós' pra mim!
Você não entendeu que eu vim aqui pra dizer abertamenteu que eu te amo, porra?!

Paolla Milnyczul


"Acho que é bonito existir em alguém do jeito que você existe em mim."  Caio F. Abreu





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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A Outra Moeda do 'E se'

Começou o ano, e no dia 31 de Dezembro não pensei em nada. Nenhuma resolução, nada-nadinha. Simplesmente vou deixar rolar... eu espero um novo ano – não um ano novo. Tenho mais de 360 dias em branco, limpinhos como papel ofício recém saído da fábrica, perfeitos e intocados, pra fazer com eles o que eu quero - e eu espero que valha (MUITO) a pena. Aí, pensando em um novo ano, penso também em novos dias, novas idéias, e novas concepções de pensamento. Entro num mundo do "e se" para o futuro, não para o que já passou.
E se neste ano...
... as pessoas parassem de culpar outras pessoas pelos seus fracassos e quedas e tivessem consciência de que todos somos responsáveis pelo que nos acontece, e começassemos a respeitar nossso próprios limites, será que o peso das costas iria embora?
...todos respeitassem (não precisa aceitar) seus semelhantes, independente de opção sexual, ideologia, idade, sexo, cor ou religião, seria o começo de um novo mundo com mais amor?
... começassemos a falar mais de Deus e menos de religião?
... parassemos de pensar o óbvio e pensássemos mais sobre o sussurro, o mundo teria uma filosofia nova e diferente das coisas?
... entendessemos as necessidades reais das pessoas, não materiais, mas imateriais, seriamos nós mais justos para com os outros?
... todos tivessemos a consciência plena de que o mundo está sofrendo e nós somos os responsáveis, e começassemos a dar mais valor à Terra e respeitassemos a Natureza, estaria ele – o mundo – menos em perigo em nossas mãos?
... os casais parassem de brigar por coisas bobas e começassem somente a se deixar levar pelo sentimento, o momento, a nitidez dos seus sonhos, seriam eles mais unidos?
... lêssemos mais em vez de assistir televisão, seríamos finalmente mais esclarecidos em relação ao que nos cerca?
... a amizade fosse mais valorizada, seríamos menos desconfiados com as pessoas e menos solitários?
... prestássemos mais atenção ao sussurro do que ao grito, seríamos nós mais perceptivos?
... parássemos de pensar no ponto final da vida – a morte – e pensássemos mais nas reticências da vida – o contínuo e constante fluxo de um ciclo natural das coisas –, estaríamos nós mais preparados para aceitar o ponto final sem medo, pois curtimos sem fim as reticências, e seríamos assim mais felizes?

Pois é, começo de ano não é só correria, Ipva e Iptu, também é uma boa pausa para reflexões. Reflitam: qual 'e se' você colocaria?


Paolla Milnyczul

"Seja a diferença que você quer ver no mundo."  Gandhi




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