quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Descobertas, Faxinas, Ondas e Uvas

Estes dias viajei – aí vocês pensam: 'como viaja essa menina!'. Fui passar o Natal em Araras, SP. Conheço muito daquela cidade linda, que vou desde criança, cidade na qual fiz minha faculdade, e que tem o melhor sorvete do mundo, o da Sorveteria Nova – não conheço melhor até hoje. Mas onde eu fui neste Natal, sinceramente não conhecia. E foi inédito, e lindo, lindo; um sonho. Conheci gente nova, fui a lugares novos, e amei, amei tudo, da ida a volta. Foram cerca de 3.400km muito bem rodados, e com mais dois livros na mala - Poemas Escolhidos do Reynaldo Alberto Wunsche – livro este que ganhei da mão do próprio autor em sua própria casa, com dedicatória e tudo! – , e Cartas Entre Amigos de Fábio de Melo e Gabriel Chalita.
Agora o Natal já veio e se foi, e o final do ano tá chegando. Esse final de ano quero viajar – como (quase) sempre. Quero passar na praia com pessoas especiais, e ainda pular as 7 ondinhas na virada do ano pra dar sorte e comer 7 uvas pra ter fartura – nunca pulei ondinhas nem sou de superstições, mas vai que dá certo!
Deste ano vou levando muita coisa e deixando outras. Foi um ano no mínimo diferente – o ano das descobertas, das minhas descobertas, descobertas importantes e interessantes sobre e para mim mesma e sobre a vida – , em que fiz coisas diferentes e comecei projetos importantes pra mim - e que se não fosse por você, dona Karen, eu não conseguiria começar! – , ano em que eu me libertei de mim mesma e resolvi dar a cara a tapa pra vida sem medo nem fricotes, sem 'nhé-nhé-nhé' – e estou amando. Que redescobri o caminho pra ser eu mesma de novo e vou continuar sendo, doa a quem doer, machuque a quem machucar – porquê eu me respeito! E ponto. 
Ano este em que eu vi que às vezes é bom olhar pro próprio umbigo um pouco e deixar as coisas rolarem enquanto você se ama indescritivelmente; em que parei de ouvir o que certas pessoas falam e que afirmei com todas as palavras que não tô aqui pra agradar ninguém, e quem quiser gostar de mim que goste, quem não gostar paciência, não sou santa e nem pretendo! Vi que com o tempo a gente aprende a distinguir as coisas, os sentimentos, as pessoas. Não vou dizer que sei fazer isso cem por cento - ninguém sabe, e se alguém souber, favor avisar!
Este ano fiz uma faxina na vida e tirei quem tava sobrando, quem não acrescenta, quem me faz mal. Só deixei aqueles que me fazem bem. Porque a gente tem que fazer isso de vez em quando. Abrir o baú da vida,  e tirar o que não presta, o que não serve, o que só atrapalha, que só ocupa espaço, e ainda sacudir o baú de cabeça pra baixo no final pra cair a poeira, e quem e o que tava ali só por estar, por comodismo meu, eu DELETEI. Assim, com caps lock, bem grande e ditando as sílabas: DE-LE-TEI! 
Depois passei uma demão de verniz e deixei ele novinho, e coloquei de volta tudo que me serve, que me faz bem, que me acrescenta. Não vou falar que é fácil, mas é necessário pra se poder viver bem consigo mesmo! Nesse processo houveram muitos 'ais' e muito choro, muitos 'porques?!', muitas decepções e muitas tristezas, mas hoje eu posso falar que me sinto muito mais leve.
Descobri como usar um dom pra, no mínimo, viver mais feliz, vi meu irmão se formar depois de anos na luta – e senti um puta orgulho dele por isso – , fiz novos e bons amigos, conheci lugares, e, importante: descobri quem são meus amigos mesmo, de verdade – pelo menos até agora. Descobri que há palavras que não se podem usar, pois você morde a língua depois: "nunca" e "sempre".Descobri também que a felicidade não está em canto nenhum e ao mesmo tempo está em tudo, e não se acha nem se procura, felicidade é felicidade, não tem explicação, mas é bom demais!
E refletindo assim, vi que apesar de tudo o que aconteceu este ano – que não foi pouca coisa mas que poderia haver mais, eu ri, chorei, bebi, amei, saí, dancei, viajei, me iludi, me desiludi, briguei, fiquei de mal, fiz as pazes, desabafei, escrevi, fiz planos, completei etapas, ganhei as primeiras mínimas ruguinhas de expressão, experimentei novos cortes de cabelo, enfim, VIVI! – tudo valeu muito a pena! Mas uma coisa é certa: não sou a mesma Paolla de 1 ano atrás. Estou diferente, embora seja a mesma. Só quem me conhece muito bem sente a sutil diferença no ar.

E que venha 2012, e que seja doce, mas não tão doce a ponto de enjoar, com novas descobertas, novas pessoas, novos lugares, novos livros, novas viagens, começando com ondinha pulada, uvas e tudo o mais! Tim-tim!

Paolla Milnyczul


"Um dia de cada vez, que é pra não perder as boas surpresas da vida."  Clarice Lispector





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7 comentários:

  1. Olá minha amiga também adoreiii seu blog e já estou te seguindo!! Sucesso!! Se gostar do meu é só seguir também!! Feliz 2012!!!
    www.rose-terapiaemgotas.blogspot.com

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  2. Tchim-tchim amiga!
    Esse 2012 nos espera brilhante, atrevido, incógnito, desafiante e se a gente deixar rolar vai ver que que nos entrega em 2013 muito mais mulheres.
    :)

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  3. Ei... Psiu... nem Vim aqui te desejar que Um Feliz Ano Novo! (Correria) Mas ainda não é tarde...

    Que Tudo que existe de bom no mundo te alcance!
    Que Deus seja Contigo, sei que bastará!

    FELIZ 2012! Muita Saúde!

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  4. Muito bom seu texto, mostra que você é uma mulher de garra e determinação, gosto de ver pessoas assim, na minha terra linda e maravilhosa pessoas assim são denominadas pessoas de FÉ, é sempre bom ver as coisas por um lado positivo, é assim que se vive intensamente e agradavelmente, mas, tem muita coisa que ainda precisamos ver e aprender na vida, o incrível de tudo isso é que o aprender é infinito.

    Boa sorte nesse novo ano que entra.

    Posso ser seu amigo de blog?..rsrs

    Abraços

    Thiago Bastos

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  5. *Obrigada a todos!!!!!!!!!!
    Um otimo 2012!!!!

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  6. Eu estou te seguindo falta você agora. kkkkkkkk

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