terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cheiro de Natal

É, o Natal tá chegando. E tudo muda em volta: as ruas ficam ornamentadas, as praças cheias de pisca-pisca, os shoppings lotados, há um Papai Noel em cada esquina – tadinhos, nesse calor será que não desidratam? – , as pessoas estão comprando presentes para amigos ocultos e festas de confraternização, organizando festas natalinas e montando suas árvores de Natal.  O ar muda.
Mas pra mim nada irá ser novamente como os Natais de outrora, quando o Natal era a melhor época do mundo porque eu viajava com meus pais e meu irmão por quase dois dias pra ver minha família. Me lembrando agora, eu consigo até sentir o cheiro do Natal.
Aquele cheiro tão conhecido da casa da minha querida tia. Toda a família – e é grande! – se reunia nos finais de ano; primos, primas, tios, tias e a minha avó, a matriarca da família. Todos iam, ninguém faltava, era sagrado. E sempre havia os passeios – vários e variados, que era pra entreter a gente mesmo! Lembro da entrada da casa, o pequeno jardim, a escada em espiral, a sala grande. Lembro de entrar sala adento e encontrar a árvore ornamentada, cheia de neve artificial e bolinhas natalinas, com uma grande estrela dourada no topo.
A mesa sempre farta e cheia, e sempre – sempre! – havia a lasanha que a minha tia fazia pra mim e pra meu primo, com muito queijo e molho transbordando o prato. Ou costeletas de porco assadas até os ossos ficarem crocantes com molho rosé. E as tortas de maçã com canela, maracujá ou limão, com suspiro por cima. Champanhe, sidra, vinho tinto, vinho branco, uísque, e refrigerante.
Cafés da manhã gigantescos com todos ainda de pijama sentados à mesa discutindo o que iria ser feito naquele dia, como e onde, os croissants maravilhosos – de queijo, de chocolate e o tradicional – e o pão quentinho com geleia de morango e café borbulhante.
Esse Natal super tradicional persistiu por muito tempo, mas infelizmente, depois que a minha tia faleceu, ele nunca mais aconteceu.  Depois vieram outros Natais, mas sem aquele encantamento de antes, sem aquela pequena aura de magia no ar. Foram vários Natais inesquecíveis, e devo principalmente à ela, minha querida tia Catarina tudo o que de bom me lembro do Natal.
Pra mim Natal é isso. É família reunida, sem 'ais' nem 'uis'. É, pelo menos durante um pequeno espaço de tempo, esquecer a agitação de final de ano, espairecer, desacelerar e desfrutar de tudo que é bom na vida, acompanhada de pessoas especiais. É Paz.
Este ano o meu Natal vai ser diferente. Totalmente desconhecido. E, tenho certeza, será além de diferente, maravilhoso! Adoro o desconhecido, e o inédito me encanta!

Desejo a todos um Natal iluminado e cheio de Paz!


Paolla Milnyczul


"Nada dura para sempre, nem as dores, nem as alegrias."  Caio F. Abreu





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Um comentário:

  1. Oi!!! Adorei suas postagens, também estou seguindo seu blog!!! Parabéns!!! Te desejo um Feliz Natal e ótimo 2012!!! Bjo!!!

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