sexta-feira, 25 de maio de 2012

Porque Eu Não Dou Ibope!


Eu fico cada vez mais impressionada como tem gente com língua maldosa no mundo. É muita fofoquinha, é muita maledicência, é muito apontar e falar o que não se sabe, colocar ponto onde tem vírgula, rotular sem sequer conhecer. O que me chateia mais ainda é que essa galerinha só é assim porque tem gente que liga. Que se importa. Que chora. Que fica triste. Que se abala. Por mim, eu digo: que falem! A vida é minha, quem sabe de mim sou eu, e afinal – vamos falar a verdade – não é a minha opinião sobre mim mesma que importa? Afinal quem convive comigo dia e noite, 24h por dia, todos os dias? Eu, euzinha aqui. E se tem alguém que tem que achar alguma coisa de mim sou eu, afinal quem vive a minha vida sou – adivinha – EU!
O que eu tenho observado é que tem muita gente grande no mundo que se diminui por ligar pra gente com cabeça pequena. Sinceramente, me falem, porque eu não vejo graça em ficar se martirizando pelo que os outros falam, pelo que os outros pensam, pelo que os outros mentem, pelo que os outros deturpam sobre você: qual é a graça de ligar pra isso? Me fala, porque eu não entendo, simplesmente porque eu nunca liguei pra isso, e falo isso com toda a certeza do mundo: nunca. Certas coisas entram por um ouvido e saem pelo outro sem eu sequer ter escutado. Certas coisas a gente não deve dar trela, seja ela sobre nós ou não, e não passar adiante. Porque eu não dou Ibope!
Mas quer saber o que mais me impressiona mesmo? A pessoa que foi apontada e crucificada, que ficou mal com toda a coisa, resolve fazer a outra pessoa pagar por isso, e quer fazer esta pessoa ficar mal, triste, quer massacrar também. Ah não, para tudo que tem coisa errada aí! Porque alguém iria querer ver outra pessoa depressiva?! Qual a graça em falar dos outros, em dar o troco, em ver outra pessoa infeliz? Nenhuma. (Ao menos, não pra mim.). 
Numa boa, gente: não ligue. Não dê ouvidos. Vire as costas, ria da situação – é, ria, porque coisas assim a gente tem que rir –, recupere o fôlego perdido, toque tua vida pra frente e vá ser feliz. Mas seja feliz com você mesmo do jeitinho que você é. E vá viver a tua vida! A gente tá aqui é pra ser feliz, com sorriso no rosto, leveza na alma e coisas boas na cabeça – e no coração!
Chega de deprêzinha, de chororô, de lero-lero, de tristeza por causa do outro que falou assim-e-assado-isso-e-aquilo, porque pode ter certeza, quem fala de você não sabe metade das coisas que acontecem na tua vida, e só faz isso porque não é feliz consigo mesmo. E não queira o mal de ninguém.
Porque, meu bem, a lei do retorno é certa, e tudo que vai, volta – e em dobro!

Autoria: Paolla Milnyczul


"Porque você deve esperar que os outros o aprovem? Você é perfeitamente bom como você é; a aprovação de ninguém é necessária. Se você vive de aprovação, então você vive uma vida inautêntica. Você nunca vive a sua vida; você apenas vive uma vida que os outros aprovarão." – Osho

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Viver na Era Digital?


O que era pra ser somente um meio de comunicação mais eficaz entre as pessoas se tornou um vício. É muita gente conectada pra pouco byte. Esse foi o pensamento que eu tive quando viajando e num lugar lindo, na beira da piscina e o céu azul, uma família estava totalmente desconectada dela mesma por causa de uma pessoa com um iPad. E levei um susto quando no check in do hotel eles perguntaram se eu queria uma senha pra internet. Fiquei com uma interrogação bem no meio da cara e falei ‘não obrigada’. E fiquei me perguntando por que tanta gente vê a necessidade de estar conectada mesmo longe de casa e num lugar paradisíaco, é pra se sentir parte do mundo? Porque tudo hoje em dia gira ao redor da internet, do Facebook e do Twitter. E de como veem você nestas redes sociais.
Claro que acho o máximo poder me conectar em qualquer lugar por celular ou notebook caso eu precise. Claro que eu tenho redes sociais. Claro que eu converso com meus amigos que moram mega longe de mim pela internet. E é claro que eu também tenho amigos virtuais e confesso que às vezes extrapolo na empolgação das redes sociais e passo bilhões de horas conectada – todo mundo pisa na bola uma vez ou outra. Acho o máximo a tal da tecnologia. Mas há momentos em que você se deve o sumiço do mundo virtual por algum tempo.
Simplesmente por que a internet em excesso e sem freios tá criando gerações e mais gerações de pessoas carentes e com baixa autoestima que usam as redes sociais como escudo pra vida real (porque a vida real não é fácil, né?), o que as faz correr dos problemas e engatar romances virtuais que vão e vem sem nenhuma explicação, sem no final das contas resolverem nenhum dos seus problemas – reais. Pessoas que precisam da aprovação dos outros nas redes sociais pra poder seguir em frente e se sentir bem. Isso me assusta porque eu vejo que as pessoas se esquecem de viver as suas próprias vidas!
Sinceramente acho que a gente deve viver a nossa vida com momentos únicos e só nossos sem ter que dizer a ninguém o que está fazendo! Desconecte-se um pouquinho e viva mais a sua vida offline. Afinal, você é de carne, osso, e corre sangue em suas veias. Se jogue na piscina, no mar, pegue sol, saia, conheça pessoas interessantes, beije, viaje, conheça lugares lindos e diferentes, converse com quem está perto de você, ria, curta momentos gostosos com sua família, seus amigos ou sem amor (real), experimente comidas exóticas, tenha um hobby, resolva seus problemas, expulse seus fantasmas, assuma seus defeitos e erros, e se dê o direito de fazer o que quiser e bem entender da sua vida – como ela é! – como um bônus de quem se respeita. E se sinta bem consigo mesmo.
Por que você é mais do seu status no Facebook, do que sua foto no perfil, do que o que você compartilha com seus amigos, curte, comenta ou twitta.
Você é mais – muito mais – do que bytes e pixels.

Autoria: Paolla Milnyczul


“Muito melhor usar a tecnologia a nosso favor e tomar apenas cuidado para não usá-la como barreira para camuflar nossos medos e defeitos.” – Fernanda Mello


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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Amor de Amigo


Putz, não é fácil escrever sobre vocês. Não mesmo. São poucos, lindos e geralmente loucos. Leem minha alma, sabem da minha vida e ame amam mesmo assim. Difícil mesmo falar sobre vocês. O que há pra se falar quando se trata de amigos? Há tanto e mesmo assim tão pouco porque nos entendemos pelo olhar. Amigos verdadeiros, daqueles que se contam nos dedos. Quem é sabe que é. Sem citar nomes. Amigo que é amigo entende.
Ah não, não é fácil. Amor de amigo é diferente. É um amor fora do espaço, um amor que mora em outra alma, um amor que não precisa de beijos, só de abraços. Um amor que não precisa ser louco e ensandecido, não precisa ser desvairado, só precisa de carinho. Um amor que não precisa estar junto o tempo todo, você sabe e isso basta. Um amor que não precisa da presença física, de beijos e ‘eu te amos’, só precisa estar ali – no coração. Um amor que não mede palavras, distâncias nem tempo. Ele continua e se fortalece com a passagem do tempo. Você fica sem ver a pessoa por anos e quando se veem parece que foi ontem que se viram pela última vez. A sintonia, a sinergia, a energia (chame como quiser), tudo continua a mesma coisa. Coisa de almas que se entendem.
Amigo. Amigo é irmão sem ser irmão. É pai e mãe quando ninguém te entende. Amigo dá colo, bronca, afago, entende, mas faz birra também, e aí é a tua vez de fazer tudo isso. Amigo te faz crescer. Amigo não mede esforço. Amigo que é amigo defende você, não importa se você está certo ou errado. Às vezes não precisam falar nada, um olhar, um sorriso, e basta: já se entenderam e ninguém sabe. Amigo é clarividente. Amigo tem linguagem própria. Amigo é saber dividir espaços, segredos, manhas, birras, palavras, passado, presente e futuro sem incomodar. Amigo é morar em outro corpo, em outra cabeça, em outro coração. Amigo é amor. Mas um amor puro. Um amor diferente. Amor de amigo.


Autoria: Paolla Milnyczul


"E amigo é isso: aquele que a presença conforta sem precisar de muito gesto ou dramatização." – Martha Medeiros




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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Reflexão do Mês - Maio







"Cometa bobagens. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer."

Fabrício Carpinejar





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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nuances de Um Amor Desavisado

O cheiro embriagador do seu perfume está em mim. E foi como se todos estes anos sem você não tivessem sido nada, só um curto período no espaço-tempo em que eu estava morta para ter alguém que não fosse você. Você e seus lábios perfeitos, seus olhos negros como dois poços escuros e misteriosos. Você e as covinhas que faz no canto da boca quando ri com seus dentes brancos e perfeitos. Você a sua barba bem feita. Você e seu 1,90m, alto, tão mais alto que eu. Você e suas mãos grandes, tão grandes que engolem a minha, pequena e frágil. Você. 
Você com essa sua mania de me ligar pela manhã. Você com seus sumiços. Você com sua voz rouca. Você, cheio de surpresas, me enlouquece. Você, com seu cheiro matador e único. Eu te conheço há tanto tempo, você e seu amor-amigo, amor bandido, amor que se foi, amor que sempre se vai. Amor. Acordei pensando nisso tudo. Você está aqui, ao meu lado, dormindo profundamente. 
Voltou. Não vai partir, foi o que me disse. Desta vez fica. Encho minha alma de esperança e procuro acreditar em tudo que me diz. Você me abraça com seus braços quentes e pesados. Desvencilho-me do seu aperto, levanto e coloco uma camisa sua. Nada melhor que ter seu cheiro impregnado em mim, acho que não há intimidade maior ter seu cheiro em outra pessoa. 
Estou exausta, você me desequilibra, exaure, me deixa sem fôlego. É sempre assim, esse amor desavisado, louco e ensandecido, quase selvagem. E então você some e me deixa. Vou descalça até a cozinha, pego um dos copos, e bebo a água gelada ouvindo o tique-taquear do relógio cuco antigo. Olho o escuro da noite pela varanda, a lua cheia. Ouço o silêncio da madrugada, somente o cricrilar dos grilos, as folhas que farfalham lá fora pela brisa suave, uma coruja quebram este silêncio. Sinto de repente sua falta, e volto a me deitar mesmo sem conseguir dormir. Você me abraça, e, desfalecida em seus braços, te ouço falar em meu ouvido com a sua voz rouca: 
– Eu te quero. 
E eu já quase morta de amor respondo, com borboletas no estômago e a pele arrepiada pelo seu toque que já me deixa úmida por dentro, respondo: 
– Me tenha, faça comigo o que quiser, sou sua. Sou sua hoje e sempre. 
Nunca pensei que diria isso a alguém. Nem pra você, mas agora você está aqui, e pronto, falei, não consegui me conter – eu, sempre tão contida, não me contive desta vez, não com você, nunca com você. Me tenha, é o que penso e quero: me tenha. Você passa a ponta dos dedos pela minha boca, contornando-a. Dou um sorriso tímido, te abraço e grudo meu corpo no seu, tão bem feitos um para o outro que parece que foram feitos sob medida. Sinto uma lágrima escorrer pelo meu rosto. Você a enxuga. 
– Não chore, eu não vou embora desta vez. 
– Então você fica mesmo? – pergunto, com lascas de esperança na alma. 
– Fico. – você responde com firmeza. 
Você enrosca os dedos nos fios do meu cabelo já tão embaraçados de suor e os faz embaraçar ainda mais, puxa-me pela nuca e me beija, nossas bocas e línguas se encontrando, se massageando, suaves, lentamente. Suas mãos rápidas – como são rápidas! – jogam longe a camisa, deixando-me nua com destreza, nós dois pulsando de desejo, nos fundindo, assinando assim o encontro das nossas almas, selando nosso compromisso de amor. O beijo ávido continua, e, em momento durante todo o ato de amor nossas bocas se desencontraram. 
E quando acaba ficamos nus, enroscados, perna com perna, ventre com ventre, rosto com rosto, boca com boca, os olhos fechados, bebendo da sua boca o néctar que de mim sugaste. 


Autoria: Paolla Milnyczul



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