Eu fico cada vez mais impressionada como tem gente com língua
maldosa no mundo. É muita fofoquinha, é muita maledicência, é muito apontar e
falar o que não se sabe, colocar ponto onde tem vírgula, rotular sem sequer
conhecer. O que me chateia mais ainda é que essa galerinha só é assim porque
tem gente que liga. Que se importa. Que chora. Que fica triste. Que se abala. Por
mim, eu digo: que falem! A vida é minha, quem sabe
de mim sou eu, e afinal – vamos falar a verdade – não é a minha opinião sobre
mim mesma que importa? Afinal quem convive comigo dia e noite, 24h por dia, todos os
dias? Eu, euzinha aqui. E se tem alguém que tem que achar alguma coisa de mim sou
eu, afinal quem vive a minha vida sou – adivinha – EU!
O que eu tenho observado é que tem muita gente grande no
mundo que se diminui por ligar pra gente com cabeça pequena. Sinceramente, me
falem, porque eu não vejo graça em ficar se martirizando pelo que os outros
falam, pelo que os outros pensam, pelo que os outros mentem, pelo que os outros
deturpam sobre você: qual é a graça de ligar pra isso? Me fala, porque eu não entendo,
simplesmente porque eu nunca liguei pra isso, e falo isso com toda a certeza do
mundo: nunca. Certas coisas entram por um ouvido e saem pelo outro sem eu
sequer ter escutado. Certas coisas a gente não deve dar trela, seja ela sobre
nós ou não, e não passar adiante. Porque eu não dou Ibope!
Mas quer saber o que mais me impressiona mesmo? A pessoa
que foi apontada e crucificada, que ficou mal com toda a coisa, resolve fazer a
outra pessoa pagar por isso, e quer fazer esta pessoa ficar mal, triste, quer
massacrar também. Ah não, para tudo que tem coisa errada aí! Porque alguém iria
querer ver outra pessoa depressiva?! Qual a graça em falar
dos outros, em dar o troco, em ver outra pessoa infeliz? Nenhuma. (Ao menos, não
pra mim.).
Numa boa, gente: não ligue. Não dê ouvidos. Vire as costas,
ria da situação – é, ria, porque coisas assim a gente tem que rir –, recupere o
fôlego perdido, toque tua vida pra frente e vá ser feliz. Mas seja feliz com você
mesmo do jeitinho que você é. E vá viver a tua vida! A gente tá aqui é pra ser feliz, com sorriso no rosto, leveza na alma e coisas boas na cabeça – e no coração!
Chega de deprêzinha, de chororô, de lero-lero, de tristeza
por causa do outro que falou assim-e-assado-isso-e-aquilo, porque pode ter certeza, quem fala de
você não sabe metade das coisas que acontecem na tua vida, e só faz isso porque não é feliz consigo mesmo. E não queira o mal de ninguém.
Porque, meu bem, a lei do retorno é certa, e tudo que vai,
volta – e em dobro!
Autoria: Paolla Milnyczul
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